terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Portugal, agora e sempre

Defenestrem-se os Vasconcelos que por aí andam!
Viva Portugal livre e independente!

Saudações,

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

domingo, 18 de outubro de 2015

As privatizações em Portugal

Saudações a todos,

A bem da clarividência, da racionalidade e da honestidade intelectual aqui vos convido a escutar esta conferência sobre a economia e a finança nacional:

http://aventar.eu/2015/06/08/a-mariana-mortagua-tem/


Cumprientos,

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Brincar às Democracias

O triste espectáculo a que se vem assistindo desde o último dia 4 de outubro é qualquer coisa de assustador.

  • Assustador porque o Presidente da República recebe um líder partidário por semana: como é possível Cavaco Silva se ter colocado completamente à margem e não ter ouvido logo todos os partidos no dia seguinte ao escrutínio?;
  • Assustador porque quem ganhou as eleições pode não formar governo, o que, a confirmar-se constitui uma autêntica subversão dos resultados eleitorais;
  • Assustador porque o BE e a CDU se mostram repentinamente próximos do PS, o que indicia que não irão ser fiéis aos eleitores que em si votaram ou, alternativamente, porão em marcha um programa que 82% dos eleitores portugueses não sufragaram;
  • Assustador porque o PS quer que todos acreditem que está mais próximo do BE e CDU que do PSD e CDS, o que, a ser verdade, é contrário ao seu programa eleitoral, e a ser mentira, é isso mesmo, mentira;
  • Assustador porque não pode haver eleições antes do final da primavera;
  • Assustador porque os juros da dívida pública já começaram a subir, e não, não é com medo de um governo de esquerda, mas é pelo protelar desta situação indefinida.

Goste-se ou não, está absolutamente claro que quem decidirá o futuro do país será o líder do partido que teve a mais estrondosa derrota nas passadas eleições. Parece-me igualmente evidente que António Costa tem os seus dias contados, quer apoie a coligação, quer forme governo,  maioritário ou não, sem ter ganhado eleições. O seu fim está à vista, o desastre eleitoral do PS nas próximas eleições afigura-se como provável, mas aquilo que importa é o país, e esse, não deve estar sujeito a esta espera angustiante, estas negociações inconsequentes, estas reuniões à porta fechada, este diz que disse.

Que a democracia funcione e que tenhamos um governo a governar ainda este mês, seja ele qual for. Chega de circo, de manobras e de pretensas negociações ao ralenti.

Atenção ao Português - à, á ou há?

Vamos hoje falar de um dos erros tristemente mais comuns na língua portuguesa, que consiste na utilização errónea de "á" (acento agudo), "à" (acento grave) e "há".

"á":
Esta palavra não existe em língua portuguesa, mas é provavelmente a mais utilizada de todas as palavras que não existem.

"à":
Consiste na contração da preposição "a" com o artigo definido feminino singular "a". Utilizamos "à" quando usamos expressões que se referem ao lugar, exemplos:

  • Vou à padaria e volto já;
  • Todos os adeptos foram à Assembleia Geral do clube;

ou, quando se refere o complemento indireto ou um complemento nominal, exemplos:

  • Eu disse à professora a resposta certa;
  • Eu chegarei lá à hora marcada.


"":
Forma conjugada na 3ª pessoa do singular do presente do indicativo, exemplos:

  • Há caracóis;
  • Há mais de mil pessoas a manifestar-se;


, ou, quando se utilizam expressões referentes ao passado, como sinónimo de tem ou faz, exemplos:

  • Há vinte minutos que te espero;
  • Sou engenheiro há quinze anos.


Saudações lusófonas!

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Atenção ao Português - interviu ou interveio?

Trago-vos hoje um dos erros mais comuns no português falado. Deve dizer-se:

«Ele interviu na discussão» OU «Ele interveio na discussão»?

Apesar de se ouvir com frequência «interviu», esta está errada. «Intervir» tem a sua origem no verbo «vir» e não no verbo «ver». Por esta razão, deve dizer-se «veio» e não «viu». De igual modo, «interveio» está correto e «interviu» errado.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Atenção ao Português - Particípios Passados Duplos

O verbo matar tem dois particípios passados. Um regular - matado - e outro irregular - morto.

O regular é utilizado com os auxiliares ter e haver, e.g.:
Pensei que tinha matado o animal.

O irregular é utilizado com os auxiliares ser e estar, e.g.:
O animal foi morto.

O mesmo se passa com várias outros verbos, e.g.:

Foi ótimo ter vagado um lugar. & Ainda bem que o lugar estava vago.
Tê-lo imprimido foi o melhor que fizemos & O documento foi impresso.
Depois de terem elegido o partido A, tudo ficou melhor. & O partido A foi eleito por maioria.
Haviam ganhado todos os troféus da época. & Todos os troféus da época foram ganhos por eles.

Mais exemplos: https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/verbos-com-participio-passado-duplo-ii/12951

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Atenção ao Português - «Ovelha ranhosa?»

Caros leitores, iniciamos hoje uma nova rubrica - Atenção ao Português - que será semanal e na qual chamarei a atenção para alguns erros comuns na utilização da língua de Camões.

Começaremos com a tão conhecida expressão «ovelha ranhosa». Deve dizer-se «ovelha ronhosa» e não «ovelha ranhosa», como muitas vezes de ouve. Ronhosa vem de ronha que é uma doença parecida com sarna que ataca algumas ovelhas. A expressão «ranhosa» é utilizada por confusão com a palavra «ranho».

sábado, 19 de setembro de 2015

Sim, vou votar na Coligação PSD/CDS

Não faz o meu género, mas, dadas as circunstâncias, vou, pela primeira vez, assumir uma preferência política concreta, justificando-a nas suas linhas gerais.

Na maior parte dos assuntos não sou de direita - especialmente quando toca a privatizar tudo aquilo que mexe - mas seguramente não sou de extrema-esquerda - confesso uma intolerância quase patológica relativamente a sindicatos irresponsáveis e inconsequentes. Olhando para o espectro partidário nacional, o PS parece ser, à primeira vista, aquele de que sou ideologicamente mais próximo. Contudo, é o partido do qual me sinto mais distante. Porquê? Numa palavra: confiança! Falta dela, mais exatamente.

É evidente e inegável que este governo cometeu muitos erros, mais que discutidos e reconhecidos - os casos Relvas, a demissão irrevogável de Portas e a má orgânica do governo - todos corrigidos a tempo de males maiores - a submissa política externa, a péssima comunicação, entre muitos outros, porventura não menos graves. Mas tendo cometido erros, há razões que me fazem ter a fortíssima convicção de que votar na coligação PSD/CDS é a melhor forma de proteger o futuro de Portugal no seu médio-longo prazo. Principais razões:

  • Primeiro governo de coligação a chegar ao fim de uma legislatura em Portugal, o que revela responsabilidade e espírito de compromisso;
  • Uma balança externa positiva, algo que não acontecia há 70 anos no nosso país. Este indicador é o principal e revela que nos tornámos um país sustentável a longo prazo;
  • Exportações a +40% PIB num período de estagnação dos nossos principais mercados externos. Com as economias a crescer e financiamento barato, tínhamos -30% PIB em exportações com o PS;
  • O fim das PPP (pelo menos não assinaram mais) e renegociaram algumas. Foi pouco poderão dizer, mas fizeram e os outros falaram;
  • O fim dos grandes investimentos públicos, sobretudo em estradas;
  • A economia estar a crescer, o investimento a aumentar, o emprego a crescer e o desemprego a retrair de forma constante há 2 anos - dados objetivos e indesmentíveis;
  • O Primeiro-ministro ter uma atitude sóbria e ponderada e ser verdadeiro na sua relação com os portugueses - a antítese do seu antecessor. 

Os mais críticos focam-se sobretudo na austeridade. Se austeridade significa gastarmos aquilo que temos, contam comigo. Não é por aí que o país não cresce. Reduzir o défice é reduzir a dívida, reduzir a dívida é reduzir os juros, reduzir os juros é aumentar a nossa margem para investir em Saúde, Educação e Segurança Social. O contrário é demagogia ou saída do euro (opção inteiramente respeitável).

Quanto ao PS, assinou o pacto orçamental da União Europeia, ao mesmo tempo que prometeu tudo e mais alguma coisa em termos de aumento de despesa e diminuição de receita. Se o cumprisse seria o desastre e seríamos a nova Grécia - com a agravante de termos um endividamento privado muito superior aos nossos congéneres gregos. Se não o cumprisse, seria um governo completamente descredibilizado.
Levaram-nos ao resgate, negociaram o memorando com a troika, para poucos meses depois rasgarem o acordo. Mais recentemente, assinaram o acordo de descida do IRC para dar estabilidade fiscal e previsibilidade às empresas junto com os partidos da maioria para meses depois o rasgarem.
Em suma, não há adesão à realidade nem previsibilidade. Chega de demagogia, chega de propostas vãs, chega de "Zorrinhos", de "Galambas" e "Ferros".  Só há uma forma de impedir que a corja do "Sócrates" regresse.

Está nas nossas mãos contribuir para uma revolução interna no PS que necessariamente se seguirá a uma derrota nestas legislativas, de tal modo que em 2019 corporize uma alternativa credível.





sexta-feira, 11 de setembro de 2015

«Não se discute Deus e a sua virtude, não se discute a Pátria e a Nação...»

No passado dia 9 de setembro, o país parou para assistir ao debate do ano entre os chamados candidatos a primeiro-ministro Pedro Passos Coelho (Coligação PSD/CDS) e António Costa (PS). Ao contrário do que se diz, os portugueses ainda querem saber de política.

Tenho contudo de manifestar a minha profunda tristeza pela pobreza do debate que foi transmitido em direto pelos três canais abertos. 50% foi a falar do passado, 25% foi a fazer acusações e os restantes 25% foi a fazer propostas vagas, difusas e redondas. É pouco, muito pouco. Os portugueses merecem mais, muito mais.

Como é possível...
  • não haver uma única palavra sobre política externa, nomeadamente sobre as ideias dos candidatos sobre a União Europeia, as regras comunitárias, a integração europeia, a cedência de soberania, a moeda única? Estes partidos não apenas não se interrogam sobre os ditames de Bruxelas como vendem a nossa soberania sem mandato para tal. Como é possível as questões europeias, que, como se viu nos últimos anos influenciam muito a vida dos portugueses, pura e simplesmente serem ignoradas? A censura já acabou.
  • não se discutir o combate à corrupção? É verdade que nunca foi uma prioridade sequer dos discursos destes partidos, mas não é pela Justiça ser independente do poder Legislativo e Executivo que esta questão deve ser ignorada. Sabemos que há imenso trabalho a fazer e gostaria de saber o que o futuro primeiro-ministro pensa fazer sobre o assunto.
  • não se discutir o combate à evasão fiscal? É correto reconhecer que muito se progrediu nesta legislatura neste domínio, mas o trabalho deve continuar, e importava saber se há alguma ideia sobre o assunto.
  • não se discutir uma efetiva revisão da lei eleitoral? É tempo de discutir este assunto e de contribuirmos para uma renovação da forma de fazer política. Todos os políticos que ouvi serem questionados sobre o assunto se mostraram a favor de os portugueses poderem votar em pessoas e não em cabeças de lista de forma a favorecer uma efetiva representação dos interesses populares e contribuir para uma real meritocracia. Contudo, ninguém tem a coragem de dar o primeiro passo, nem os pequenos partidos alvitram tal hipótese.


É hora de nos levantarmos e de acreditarmos, de nos juntarmos aos partidos e contribuirmos para que estes mudem por dentro ou de criar partidos novos - não necessariamente nos extremos - que permitam colocar estas questões na ordem do dia e aproximem os eleitos do povo.
Finalmente, permitam-me interpelar os leitores - votem, votem bem, votem mal, branco ou nulo - mas não deixem de votar e de acreditar.

domingo, 9 de agosto de 2015

sábado, 25 de julho de 2015

O Estado Social Europeu a Finança e a UE

O Estado Social perverte a Democracia:

Todos os responsáveis pelo desequilíbrio das contas públicas nos países onde esta chegou a valores absurdos deveriam ser severamente punidos por gestão danosa. Contudo, a legislação é fraca relativamente a este crime de lesa pátria. Importa dizer que o próprio povo não quer ouvir, porque não lhe interessa, pelo menos no curto-prazo. Lembram-se em 2009, quando a dra. Ferreira Leite alertava para o endividamento excessivo de Portugal? Diziam que a sra. estava obcecada com as finanças e já não tinha a cabeça no sítio. Anos antes era dr. Jorge Sampaio com a sua afirmação "há mais vida para além do défice". Se tivéssemos arrepiado caminho em 2004, ou mesmo em 2009, provavelmente tínhamos evitado o resgate, mas imperou a versão cor-de-rosa do curto prazo. O mesmo se tem passado na Grécia, onde a maioria quer o Euro e a UE, mas a maioria não quer austeridade.

É importante referir que sou um acérrimo defensor do Estado-Social, mas há aqui algo absolutamente chave, que é a sua sustentabilidade financeira. Uma das mais felizes frases de Paulo Portas nos últimos anos foi dita esta semana - «não há maior inimigo do Estado Social que o Estado falido».

A Finança destrói a Democracia:

Se por um lado os juros agiotas contribuíram para a tragédia a que se assiste, por outro lado, toda esta situação financeira, social e política põe as democracias em risco, e, oxalá me engane, o feitiço virar-se-á contra o feiticeiro. Contudo, se os juros não tivessem subido, qual seria atualmente o nível de dívida pública em países como a Grécia, Itália e Portugal?

A Democracia ou as Democracias?

Os gregos quiseram ilustrar de forma corajosa a força da sua democracia com um referendo há poucas semanas. Esqueceram-se de um detalhe: quem os financia são países que também têm democracias, que também têm eleitorados, que já lhes emprestaram larguíssimos milhares de milhões, e, que incluem:
  • países mais pobres que a Grécia (e.g. Estónia, Letónia, Lituânia, Eslováquia, Roménia, Bulgária, etc);
  • países em recuperação financeira e grandes dificuldades (e.g. Portugal, Irlanda, Espanha, Hungria, etc);
  • países mais ricos com pouca compreensão das idiossincrasias de um povo do Sul da Europa (e.g. Finlândia, Países Baixos, Áustria, Alemanha, etc)
Entre empréstimos e perdões, a Grécia recebeu cerca de 400 mil milhões de euros. Portugal teve um empréstimo de 78 mil milhões de euros. Nós cumprimos melhor o acordado internacionalmente e em troca hoje pagamos mais juros que eles (tal como a Irlanda). Culpa do nosso governo? Provavelmente também, mas não me venham pedir mais solidariedade para com a Grécia. Há demasiadas dificuldades no meu país para continuarmos a emprestar dinheiro a quem não sabemos se nos vai reembolsar e se o for, em que condições.

E Agora?

E que tal pararmos todos e pensarmos no que temos a perder com a destruição da união europeia?
Deixemo-nos de divisões pérfidas e inférteis, e deixemos as soluções de improviso ou de empurrar os problemas para a frente como foi feito com este último e néscio acordo com as autoridades da Grécia. Vamos dar as mãos e resolver esta situação grega de forma digna e aceitável para todos. Tirem-os do Euro, cortem-lhes a dívida, mas resolvam o problema de vez, mantendo a UE unida e coesa. Acabemos com a idiota ideia de Delors de que a UE é uma bicicleta e que portanto a integração europeia tem de avançar sobre pena de cair.


domingo, 5 de julho de 2015


Viva a Democracia!
Viva o Povo Grego!

Saudações!

P.S. - Quem ri por último e democraticamente é quem ri melhor

sábado, 4 de julho de 2015

De que se rirão estes dois!?


Será da sua incompetência?
Será da incompetência da UE?
Ou será da tragédia que espera o povo grego?

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Luto

Desde pequenino que me ensinaram que a nossa liberdade termina onde começa a dos nossos vizinhos. Esta é uma boa regra, que, infelizmente não está na Constituição da nossa República.

Falo da greve da TAP que tem efeitos para além-fronteiras, mas não esqueço a CP, o Metro de Lisboa, os Camionistas nem os Estivadores. Está na hora de dizer BASTA! Tudo na vida tem limites e nós portugueses não merecemos que os propalados interesses corporativos se sobreponham de forma sistemática aos interesses nacionais.

Como é possível que se façam 10 dias de greve numa empresa como a TAP e no atual contexto? Como é possível haver ainda quem alvitre ou sequer que cogite a possibilidade de haver um prolongamento da greve? Há limites, mesmo quando o SPAC paga os ordenados aos pilotos durante o período de greve, uma prática que desvirtua e desvaloriza a greve (à imagem do que ocorre na CP).

Este tipo de egocentrismo só tira legitimidade a estas lutas, desvaloriza a greve, e contribui para prejudicar a economia e a vida de cada um. Os pilotos perderam com esta greve toda a legitimidade de reivindicar seja o que for, por muita razão que tivessem à partida. É vergonhoso desvalorizar a empresa desta forma em vésperas da privatização.

Estou de LUTO pela greve de tão descredibilizada que está, mas LUTO contra o sindicalismo bacoco que corrói a nossa democracia e só serve mesmo para atrapalhar, porque resultados, nem vê-los. Aliás, não é por acaso que o sindicalismo está em forte queda.

É hora de dizer BASTA!

domingo, 12 de abril de 2015

Euro...pa!

Aconselho a todos o visionamento deste vídeo, longo, é certo, mas que põe a nu alguns aspetos que me parecem importantes percebermos, como a forma ilegítima, imoral e anti-democrática com que sucessivos governos têm vendido a nossa soberania nas últimas décadas.

Para quem não sabe, o Dr. Ferreira do Amaral defende a saída de Portugal do Euro. Podemos discordar ou não, mas lá que o senhor diz muitas verdades, lá isso diz:


Durante séculos os nossos antepassados lutaram e morreram para que tivéssemos este país que é nosso por direito. E os nossos últimos governantes têm, desde os anos 1990, vendido a nossa soberania de forma aterradora. E isto não se trata de sermos de esquerda ou de direita, é só abrir os olhos.

De que nos servirá um governo num país pequeno e periférico com uma economia pouco competitiva e extremamente aberta, sem autonomia de política monetária, com cada vez menos empresas públicas e cujas grandes políticas são definidas no estrangeiro? De que serve irmos votar? Os eleitos poderão ter as melhores intenções, mas no final das contas muito pouco poderão fazer.

É hora de abrirmos os olhos e pormos cobro a isto. Em breve teremos eleições. É uma excelente ocasião para que este debate se tenha e se discutam as seguintes questões:

  1. Porque é que entrámos para o Euro? Qual a legitimidade da decisão?
  2. Depois de 16 anos com moeda partilhada (a circular há 13), período em que tivemos o pior desempenho económico da democracia não é hora de discutirmos as vantagens e inconvenientes desta moeda?
  3. Quando é que os portugueses sufragaram a superintendência da Comissão ou Conselho Europeu relativamente ao Governo Português? 

Deixemos de acreditar na carochinha - a solidariedade europeia é um mito - e deixemo-nos de estereótipos: os alemães não são egoístas, maus, nem nazis, mas estão igualmente longe de representar a perfeição e os gregos não são uns inveterados preguiçosos e corruptos, mas têm muitas culpas no cartório. Finalmente, deixemo-nos de hipocrisias. Não é por defender a saída do Euro ou, simplesmente a questionar, que nos tornamos menos europeus ou anti europeus!

Discuta-se o conteúdo das coisas e não a forma. A sofreguidão com que os vários atores políticos têm feito "avançar" projeto Europeu está a matá-lo. Basta ver o crescendo de animosidades entre os povos, altamente indesejável e por demais perigoso.


domingo, 8 de março de 2015

Fait-divers mesquinhos e fedorentos...

Andamos a entreter a grei com o que não interessa não é, senhores políticos?

Primeiro foi o dr. Costa a dizer que não disse o que todos o ouvimos dizer. Agora foi o dr. Coelho a justificar o injustificável. Poderia discorrer sobre estes dois assuntos, mas prefiro refocar as objetivas naquilo que interessa - a política, entenda-se, o conteúdo da política!

O que gostaria muito de saber é como é que o dr. Coelho pretende corrigir aquilo que está a correr mal num segundo mandato, porque, muito embora os vários sinais positivos que estão à vista de todos, há muitos aspetos em que as coisas não estão a correr bem. A diminuição da dívida em percentagem do PIB e em valor nominal - que prometem para este ano - está a tardar, o investimento tarda em descolar, não obstante as taxas de juro historicamente baixas e as trapalhadas políticas repetem-se, cá dentro e lá fora, veja-se as trapalhadas na Educação e na Justiça, os problemas na Saúde ou triste conflito com a Grécia. O governo continua a ser a melhor oposição a si mesmo.

Ao dr. Costa, que até agora, apenas mostrou ser uma nulidade mais carismática que o infausto dr. Seguro, pede-se mais, muito mais. Não promessas vãs, mas compromissos concretos. Procure quantificar cada aumento de despesa que propõe e apresentar alternativas para aumento da receita ou diminuição da despesa. Os portugueses estão mais espertos e despertos e não estão tão fáceis de enganar como já foram!

O momento ainda não chegou em Portugal. Não temos Syriza, Podemos, nem equivalente. O povo, descrente, opta por votar cada vez menos. Mais cedo que tarde aparecerá uma alternativa carismática que todos considerarão por oposição ao cartel PSD-PS. Não saberão ao que vão mas fartos dos vícios dos atuais «donos de Portugal», votarão pela mudança. Assim surgiram grandes ditaduras do passado, é só revisitar a história. Vamos acordar antes que seja tarde, sim? Um primeiro passo seria os jornalistas e os políticos focarem-se nas grandes questões nacionais, como a UE, a dívida, o crescimento económico e a reforma do Estado. Os portugueses agradeciam.