quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
domingo, 17 de janeiro de 2016
Pobreza e Manipulação Presidenciais
Os debates entre os 3 "principais" candidatos à Presidência da República foram paupérrimos. Mas gostaria que nos focássemos na palavra "principais" e não na palavra "paupérrimos", que infelizmente não é um apanágio particularmente novo da política nacional.
Quem define quem são os "principais" candidatos? E por que raio há candidatos que são, à partida, mais válidos, mais meritórios, mais capazes? O que é isto? Um porque é estrela de TV, outra porque presidiu ao 2º partido mais votado nas legislativas e ainda um outro, que, sem se saber bem o porquê, vou conjecturar que será devido ao apoio de 3 ex-presidentes da República - não obstante se referir a um tempo novo.
E não me venham com a teoria de estarem à frente nas sondagens! Para os Portugueses poderem votar nos demais candidatos teriam de os conhecer. Estranho seria se estes 3 não estivessem à frente.
Nos telejornais, fala-se de primeiro de Marcelo, Nóvoa e Belém e depois de Edgar e Mariza, cada um com espaço próprio para logo a seguir se fazer uma única reportagem com os demais 5 candidatos, com o título "Demais Candidatos" ou "Outros Candidatos". Cada um tem direito a um minuto de filme sobre as suas ações de campanha, sempre focadas nos aspetos circenses das mesmas, mas passando apenas 1 a 2 frases proferidas pelos candidatos.
Nos debates, ocasiões particularmente importantes - ainda que pobres - os "principais" candidatos passam nos canais abertos, e os demais nos canais por cabo; os "principais" candidatos têm mais tempo de debate, e os demais têm menos tempo, já para não falar na disparidade de recursos. Parece a história dos 3 grandes do futebol, com muito mais adeptos, muito mais divulgação e muito mais recursos, é quase impossível as grandes vitórias, títulos e taças lhes fugirem.
É triste, desprestigiante para a República e para a Democracia e, se não o é já, esta autêntica vergonha deveria ser inconstitucional. Vamos acordar e fugir a esta manipulação, vamos informar-nos e votar em quem achamos melhor de entre TODOS os candidatos e não entre aqueles em que "os donos disto tudo" pretendem. Basta desta ignomínia!
Saudações democráticas.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
We are the World
Para começar 2016 com uma nota positiva e de esperança na humanidade, deixo-vos um tesouro muito conhecido e valioso da história musical.
No final das contas somos todos humanos e isso deve unir-nos acima de todas as diferenças! Feliz 2016.
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
Geringonça Total - 1º Episódio
Ao prof. Cavaco Silva:
Já ninguém o consegue ouvir, sr. Presidente, nem os seus apoiantes/votantes, aos quais tenho a honra de não pertencer. Tenha a bondade de se remeter ao silêncio até dia 9 de março e fará um favor a Portugal.
Parabéns aos Deputados:
É bonito ter como 2ª figura do Estado, um sr. que um dia disse «estou-me cagando para o segredo de justiça». Parabéns a todos os deputados que nele votaram!
Novo governo deu à Costa:
Nas eleições, os vencedores (PSD+CDS) perderam votos e o grande perdedor (PS) ganhou votos. Depois de mais de um mês e meio de indefinição política, quem perde o governo, ganha, e quem ganha o governo, perde.
Sejamos sinceros, depois da estrondosa derrota de António Costa e do PS no dia 4 de outubro, qualquer alternativa à demissão da liderança socialista parecia notoriamente inverosímil.
A solução encontrada foi a única que António Costa vislumbrou para adiar o seu fim político. Do seu ponto de vista, e, porventura, de todo o seu núcleo duro, poderá até fazer sentido. No entanto, do meu ponto de vista, nada poderia ser pior para o PS. Nem falo do interesse do país, esse conceito difuso alheio à ação das "nossas" lideranças!
Suportando parlamentarmente o governo da coligação PSD+CDS, o PS poderia balancear de forma virtuosa e popular o programa destes dois partidos, enquanto estes continuariam a arcar com as consequências das medidas mais impopulares, além de que controlaria o momento exato para fazer cair o governo, aí sim, com certezas de uma vitória, porventura com maioria absoluta parlamentar.
Ao invés, com a solução encontrada, o PS fica com o ónus de ter derrubado a lista eleitoral da coligação, a mais votada no dia 4 de Outubro, agravando a imagem de traidor que Costa começou a criar quando derrubou Seguro. Além disso, o PS irá para o governo sozinho, e arcará com as responsabilidades a que PCP+Verdes e BE fugiram, eximindo-se assim ao desgaste governativo - note-se que as expectativas depositadas neste governo são elevadíssimas: salários e pensões serão repostos e aumentados, a economia acelerará, os impostos descerão, tal como o défice e a dívida! Acresce que o governo estará absolutamente à mercê de PCP e BE, e que, se a situação do país piorar significativamente, o PS não deverá voltar ao governo por largos anos e a coligação obterá uma maioria parlamentar absoluta, a qual poderá não merecer.
Não sou dos que acham que este governo é ilegítimo, mas considero que é seguramente uma solução de recurso. Não apoio os partidos que o suportam, mas desejo o maior sucesso ao XXI Governo Constitucional, a bem de Portugal e dos portugueses. Desmintam o meu cepticismo e ficarei muito feliz com isso. Se não for o caso, então que o PS estoure nas próximas eleições, como aconteceu em diversos partidos homólogos nos nossos congéneres europeus.
Já ninguém o consegue ouvir, sr. Presidente, nem os seus apoiantes/votantes, aos quais tenho a honra de não pertencer. Tenha a bondade de se remeter ao silêncio até dia 9 de março e fará um favor a Portugal.
Parabéns aos Deputados:
É bonito ter como 2ª figura do Estado, um sr. que um dia disse «estou-me cagando para o segredo de justiça». Parabéns a todos os deputados que nele votaram!
Novo governo deu à Costa:
Nas eleições, os vencedores (PSD+CDS) perderam votos e o grande perdedor (PS) ganhou votos. Depois de mais de um mês e meio de indefinição política, quem perde o governo, ganha, e quem ganha o governo, perde.
Sejamos sinceros, depois da estrondosa derrota de António Costa e do PS no dia 4 de outubro, qualquer alternativa à demissão da liderança socialista parecia notoriamente inverosímil.
A solução encontrada foi a única que António Costa vislumbrou para adiar o seu fim político. Do seu ponto de vista, e, porventura, de todo o seu núcleo duro, poderá até fazer sentido. No entanto, do meu ponto de vista, nada poderia ser pior para o PS. Nem falo do interesse do país, esse conceito difuso alheio à ação das "nossas" lideranças!
Suportando parlamentarmente o governo da coligação PSD+CDS, o PS poderia balancear de forma virtuosa e popular o programa destes dois partidos, enquanto estes continuariam a arcar com as consequências das medidas mais impopulares, além de que controlaria o momento exato para fazer cair o governo, aí sim, com certezas de uma vitória, porventura com maioria absoluta parlamentar.
Ao invés, com a solução encontrada, o PS fica com o ónus de ter derrubado a lista eleitoral da coligação, a mais votada no dia 4 de Outubro, agravando a imagem de traidor que Costa começou a criar quando derrubou Seguro. Além disso, o PS irá para o governo sozinho, e arcará com as responsabilidades a que PCP+Verdes e BE fugiram, eximindo-se assim ao desgaste governativo - note-se que as expectativas depositadas neste governo são elevadíssimas: salários e pensões serão repostos e aumentados, a economia acelerará, os impostos descerão, tal como o défice e a dívida! Acresce que o governo estará absolutamente à mercê de PCP e BE, e que, se a situação do país piorar significativamente, o PS não deverá voltar ao governo por largos anos e a coligação obterá uma maioria parlamentar absoluta, a qual poderá não merecer.
Não sou dos que acham que este governo é ilegítimo, mas considero que é seguramente uma solução de recurso. Não apoio os partidos que o suportam, mas desejo o maior sucesso ao XXI Governo Constitucional, a bem de Portugal e dos portugueses. Desmintam o meu cepticismo e ficarei muito feliz com isso. Se não for o caso, então que o PS estoure nas próximas eleições, como aconteceu em diversos partidos homólogos nos nossos congéneres europeus.
Portugal, agora e sempre
Defenestrem-se os Vasconcelos que por aí andam!
Viva Portugal livre e independente!
Saudações,
Viva Portugal livre e independente!
Saudações,
sábado, 14 de novembro de 2015
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
domingo, 18 de outubro de 2015
As privatizações em Portugal
Saudações a todos,
A bem da clarividência, da racionalidade e da honestidade intelectual aqui vos convido a escutar esta conferência sobre a economia e a finança nacional:
http://aventar.eu/2015/06/08/a-mariana-mortagua-tem/
Cumprientos,
A bem da clarividência, da racionalidade e da honestidade intelectual aqui vos convido a escutar esta conferência sobre a economia e a finança nacional:
http://aventar.eu/2015/06/08/a-mariana-mortagua-tem/
Cumprientos,
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
Brincar às Democracias
O triste espectáculo a que se vem assistindo desde o último dia 4 de outubro é qualquer coisa de assustador.
- Assustador porque o Presidente da República recebe um líder partidário por semana: como é possível Cavaco Silva se ter colocado completamente à margem e não ter ouvido logo todos os partidos no dia seguinte ao escrutínio?;
- Assustador porque quem ganhou as eleições pode não formar governo, o que, a confirmar-se constitui uma autêntica subversão dos resultados eleitorais;
- Assustador porque o BE e a CDU se mostram repentinamente próximos do PS, o que indicia que não irão ser fiéis aos eleitores que em si votaram ou, alternativamente, porão em marcha um programa que 82% dos eleitores portugueses não sufragaram;
- Assustador porque o PS quer que todos acreditem que está mais próximo do BE e CDU que do PSD e CDS, o que, a ser verdade, é contrário ao seu programa eleitoral, e a ser mentira, é isso mesmo, mentira;
- Assustador porque não pode haver eleições antes do final da primavera;
- Assustador porque os juros da dívida pública já começaram a subir, e não, não é com medo de um governo de esquerda, mas é pelo protelar desta situação indefinida.
Goste-se ou não, está absolutamente claro que quem decidirá o futuro do país será o líder do partido que teve a mais estrondosa derrota nas passadas eleições. Parece-me igualmente evidente que António Costa tem os seus dias contados, quer apoie a coligação, quer forme governo, maioritário ou não, sem ter ganhado eleições. O seu fim está à vista, o desastre eleitoral do PS nas próximas eleições afigura-se como provável, mas aquilo que importa é o país, e esse, não deve estar sujeito a esta espera angustiante, estas negociações inconsequentes, estas reuniões à porta fechada, este diz que disse.
Que a democracia funcione e que tenhamos um governo a governar ainda este mês, seja ele qual for. Chega de circo, de manobras e de pretensas negociações ao ralenti.
Atenção ao Português - à, á ou há?
Vamos hoje falar de um dos erros tristemente mais comuns na língua portuguesa, que consiste na utilização errónea de "á" (acento agudo), "à" (acento grave) e "há".
"á":
Esta palavra não existe em língua portuguesa, mas é provavelmente a mais utilizada de todas as palavras que não existem.
"à":
Consiste na contração da preposição "a" com o artigo definido feminino singular "a". Utilizamos "à" quando usamos expressões que se referem ao lugar, exemplos:
ou, quando se refere o complemento indireto ou um complemento nominal, exemplos:
"há":
Forma conjugada na 3ª pessoa do singular do presente do indicativo, exemplos:
, ou, quando se utilizam expressões referentes ao passado, como sinónimo de tem ou faz, exemplos:
Saudações lusófonas!
"á":
Esta palavra não existe em língua portuguesa, mas é provavelmente a mais utilizada de todas as palavras que não existem.
"à":
Consiste na contração da preposição "a" com o artigo definido feminino singular "a". Utilizamos "à" quando usamos expressões que se referem ao lugar, exemplos:
- Vou à padaria e volto já;
- Todos os adeptos foram à Assembleia Geral do clube;
ou, quando se refere o complemento indireto ou um complemento nominal, exemplos:
- Eu disse à professora a resposta certa;
- Eu chegarei lá à hora marcada.
"há":
Forma conjugada na 3ª pessoa do singular do presente do indicativo, exemplos:
- Há caracóis;
- Há mais de mil pessoas a manifestar-se;
, ou, quando se utilizam expressões referentes ao passado, como sinónimo de tem ou faz, exemplos:
- Há vinte minutos que te espero;
- Sou engenheiro há quinze anos.
Saudações lusófonas!
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
Atenção ao Português - interviu ou interveio?
Trago-vos hoje um dos erros mais comuns no português falado. Deve dizer-se:
«Ele interviu na discussão» OU «Ele interveio na discussão»?
Apesar de se ouvir com frequência «interviu», esta está errada. «Intervir» tem a sua origem no verbo «vir» e não no verbo «ver». Por esta razão, deve dizer-se «veio» e não «viu». De igual modo, «interveio» está correto e «interviu» errado.
«Ele interviu na discussão» OU «Ele interveio na discussão»?
Apesar de se ouvir com frequência «interviu», esta está errada. «Intervir» tem a sua origem no verbo «vir» e não no verbo «ver». Por esta razão, deve dizer-se «veio» e não «viu». De igual modo, «interveio» está correto e «interviu» errado.
terça-feira, 29 de setembro de 2015
Atenção ao Português - Particípios Passados Duplos
O verbo matar tem dois particípios passados. Um regular - matado - e outro irregular - morto.
O regular é utilizado com os auxiliares ter e haver, e.g.:
Pensei que tinha matado o animal.
O irregular é utilizado com os auxiliares ser e estar, e.g.:
O animal foi morto.
O mesmo se passa com várias outros verbos, e.g.:
Foi ótimo ter vagado um lugar. & Ainda bem que o lugar estava vago.
Tê-lo imprimido foi o melhor que fizemos & O documento foi impresso.
Depois de terem elegido o partido A, tudo ficou melhor. & O partido A foi eleito por maioria.
Haviam ganhado todos os troféus da época. & Todos os troféus da época foram ganhos por eles.
Mais exemplos: https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/verbos-com-participio-passado-duplo-ii/12951
O regular é utilizado com os auxiliares ter e haver, e.g.:
Pensei que tinha matado o animal.
O irregular é utilizado com os auxiliares ser e estar, e.g.:
O animal foi morto.
O mesmo se passa com várias outros verbos, e.g.:
Foi ótimo ter vagado um lugar. & Ainda bem que o lugar estava vago.
Tê-lo imprimido foi o melhor que fizemos & O documento foi impresso.
Depois de terem elegido o partido A, tudo ficou melhor. & O partido A foi eleito por maioria.
Haviam ganhado todos os troféus da época. & Todos os troféus da época foram ganhos por eles.
Mais exemplos: https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/verbos-com-participio-passado-duplo-ii/12951
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
Atenção ao Português - «Ovelha ranhosa?»
Começaremos com a tão conhecida expressão «ovelha ranhosa». Deve dizer-se «ovelha ronhosa» e não «ovelha ranhosa», como muitas
vezes de ouve. Ronhosa vem de ronha que é uma doença parecida com sarna que
ataca algumas ovelhas. A expressão «ranhosa» é utilizada por confusão com a palavra «ranho».
sábado, 19 de setembro de 2015
Sim, vou votar na Coligação PSD/CDS
Não faz o meu género, mas, dadas as circunstâncias, vou, pela primeira vez, assumir uma preferência política concreta, justificando-a nas suas linhas gerais.
Na maior parte dos assuntos não sou de direita - especialmente quando toca a privatizar tudo aquilo que mexe - mas seguramente não sou de extrema-esquerda - confesso uma intolerância quase patológica relativamente a sindicatos irresponsáveis e inconsequentes. Olhando para o espectro partidário nacional, o PS parece ser, à primeira vista, aquele de que sou ideologicamente mais próximo. Contudo, é o partido do qual me sinto mais distante. Porquê? Numa palavra: confiança! Falta dela, mais exatamente.
É evidente e inegável que este governo cometeu muitos erros, mais que discutidos e reconhecidos - os casos Relvas, a demissão irrevogável de Portas e a má orgânica do governo - todos corrigidos a tempo de males maiores - a submissa política externa, a péssima comunicação, entre muitos outros, porventura não menos graves. Mas tendo cometido erros, há razões que me fazem ter a fortíssima convicção de que votar na coligação PSD/CDS é a melhor forma de proteger o futuro de Portugal no seu médio-longo prazo. Principais razões:
Os mais críticos focam-se sobretudo na austeridade. Se austeridade significa gastarmos aquilo que temos, contam comigo. Não é por aí que o país não cresce. Reduzir o défice é reduzir a dívida, reduzir a dívida é reduzir os juros, reduzir os juros é aumentar a nossa margem para investir em Saúde, Educação e Segurança Social. O contrário é demagogia ou saída do euro (opção inteiramente respeitável).
Quanto ao PS, assinou o pacto orçamental da União Europeia, ao mesmo tempo que prometeu tudo e mais alguma coisa em termos de aumento de despesa e diminuição de receita. Se o cumprisse seria o desastre e seríamos a nova Grécia - com a agravante de termos um endividamento privado muito superior aos nossos congéneres gregos. Se não o cumprisse, seria um governo completamente descredibilizado.
Levaram-nos ao resgate, negociaram o memorando com a troika, para poucos meses depois rasgarem o acordo. Mais recentemente, assinaram o acordo de descida do IRC para dar estabilidade fiscal e previsibilidade às empresas junto com os partidos da maioria para meses depois o rasgarem.
Em suma, não há adesão à realidade nem previsibilidade. Chega de demagogia, chega de propostas vãs, chega de "Zorrinhos", de "Galambas" e "Ferros". Só há uma forma de impedir que a corja do "Sócrates" regresse.
Está nas nossas mãos contribuir para uma revolução interna no PS que necessariamente se seguirá a uma derrota nestas legislativas, de tal modo que em 2019 corporize uma alternativa credível.
Na maior parte dos assuntos não sou de direita - especialmente quando toca a privatizar tudo aquilo que mexe - mas seguramente não sou de extrema-esquerda - confesso uma intolerância quase patológica relativamente a sindicatos irresponsáveis e inconsequentes. Olhando para o espectro partidário nacional, o PS parece ser, à primeira vista, aquele de que sou ideologicamente mais próximo. Contudo, é o partido do qual me sinto mais distante. Porquê? Numa palavra: confiança! Falta dela, mais exatamente.
É evidente e inegável que este governo cometeu muitos erros, mais que discutidos e reconhecidos - os casos Relvas, a demissão irrevogável de Portas e a má orgânica do governo - todos corrigidos a tempo de males maiores - a submissa política externa, a péssima comunicação, entre muitos outros, porventura não menos graves. Mas tendo cometido erros, há razões que me fazem ter a fortíssima convicção de que votar na coligação PSD/CDS é a melhor forma de proteger o futuro de Portugal no seu médio-longo prazo. Principais razões:
- Primeiro governo de coligação a chegar ao fim de uma legislatura em Portugal, o que revela responsabilidade e espírito de compromisso;
- Uma balança externa positiva, algo que não acontecia há 70 anos no nosso país. Este indicador é o principal e revela que nos tornámos um país sustentável a longo prazo;
- Exportações a +40% PIB num período de estagnação dos nossos principais mercados externos. Com as economias a crescer e financiamento barato, tínhamos -30% PIB em exportações com o PS;
- O fim das PPP (pelo menos não assinaram mais) e renegociaram algumas. Foi pouco poderão dizer, mas fizeram e os outros falaram;
- O fim dos grandes investimentos públicos, sobretudo em estradas;
- A economia estar a crescer, o investimento a aumentar, o emprego a crescer e o desemprego a retrair de forma constante há 2 anos - dados objetivos e indesmentíveis;
- O Primeiro-ministro ter uma atitude sóbria e ponderada e ser verdadeiro na sua relação com os portugueses - a antítese do seu antecessor.
Os mais críticos focam-se sobretudo na austeridade. Se austeridade significa gastarmos aquilo que temos, contam comigo. Não é por aí que o país não cresce. Reduzir o défice é reduzir a dívida, reduzir a dívida é reduzir os juros, reduzir os juros é aumentar a nossa margem para investir em Saúde, Educação e Segurança Social. O contrário é demagogia ou saída do euro (opção inteiramente respeitável).
Quanto ao PS, assinou o pacto orçamental da União Europeia, ao mesmo tempo que prometeu tudo e mais alguma coisa em termos de aumento de despesa e diminuição de receita. Se o cumprisse seria o desastre e seríamos a nova Grécia - com a agravante de termos um endividamento privado muito superior aos nossos congéneres gregos. Se não o cumprisse, seria um governo completamente descredibilizado.
Levaram-nos ao resgate, negociaram o memorando com a troika, para poucos meses depois rasgarem o acordo. Mais recentemente, assinaram o acordo de descida do IRC para dar estabilidade fiscal e previsibilidade às empresas junto com os partidos da maioria para meses depois o rasgarem.
Em suma, não há adesão à realidade nem previsibilidade. Chega de demagogia, chega de propostas vãs, chega de "Zorrinhos", de "Galambas" e "Ferros". Só há uma forma de impedir que a corja do "Sócrates" regresse.
Está nas nossas mãos contribuir para uma revolução interna no PS que necessariamente se seguirá a uma derrota nestas legislativas, de tal modo que em 2019 corporize uma alternativa credível.
sexta-feira, 11 de setembro de 2015
«Não se discute Deus e a sua virtude, não se discute a Pátria e a Nação...»
No passado dia 9 de setembro, o país parou para assistir ao debate do ano entre os chamados candidatos a primeiro-ministro Pedro Passos Coelho (Coligação PSD/CDS) e António Costa (PS). Ao contrário do que se diz, os portugueses ainda querem saber de política.
Tenho contudo de manifestar a minha profunda tristeza pela pobreza do debate que foi transmitido em direto pelos três canais abertos. 50% foi a falar do passado, 25% foi a fazer acusações e os restantes 25% foi a fazer propostas vagas, difusas e redondas. É pouco, muito pouco. Os portugueses merecem mais, muito mais.
Como é possível...
É hora de nos levantarmos e de acreditarmos, de nos juntarmos aos partidos e contribuirmos para que estes mudem por dentro ou de criar partidos novos - não necessariamente nos extremos - que permitam colocar estas questões na ordem do dia e aproximem os eleitos do povo.
Finalmente, permitam-me interpelar os leitores - votem, votem bem, votem mal, branco ou nulo - mas não deixem de votar e de acreditar.
Tenho contudo de manifestar a minha profunda tristeza pela pobreza do debate que foi transmitido em direto pelos três canais abertos. 50% foi a falar do passado, 25% foi a fazer acusações e os restantes 25% foi a fazer propostas vagas, difusas e redondas. É pouco, muito pouco. Os portugueses merecem mais, muito mais.
Como é possível...
- não haver uma única palavra sobre política externa, nomeadamente sobre as ideias dos candidatos sobre a União Europeia, as regras comunitárias, a integração europeia, a cedência de soberania, a moeda única? Estes partidos não apenas não se interrogam sobre os ditames de Bruxelas como vendem a nossa soberania sem mandato para tal. Como é possível as questões europeias, que, como se viu nos últimos anos influenciam muito a vida dos portugueses, pura e simplesmente serem ignoradas? A censura já acabou.
- não se discutir o combate à corrupção? É verdade que nunca foi uma prioridade sequer dos discursos destes partidos, mas não é pela Justiça ser independente do poder Legislativo e Executivo que esta questão deve ser ignorada. Sabemos que há imenso trabalho a fazer e gostaria de saber o que o futuro primeiro-ministro pensa fazer sobre o assunto.
- não se discutir o combate à evasão fiscal? É correto reconhecer que muito se progrediu nesta legislatura neste domínio, mas o trabalho deve continuar, e importava saber se há alguma ideia sobre o assunto.
- não se discutir uma efetiva revisão da lei eleitoral? É tempo de discutir este assunto e de contribuirmos para uma renovação da forma de fazer política. Todos os políticos que ouvi serem questionados sobre o assunto se mostraram a favor de os portugueses poderem votar em pessoas e não em cabeças de lista de forma a favorecer uma efetiva representação dos interesses populares e contribuir para uma real meritocracia. Contudo, ninguém tem a coragem de dar o primeiro passo, nem os pequenos partidos alvitram tal hipótese.
É hora de nos levantarmos e de acreditarmos, de nos juntarmos aos partidos e contribuirmos para que estes mudem por dentro ou de criar partidos novos - não necessariamente nos extremos - que permitam colocar estas questões na ordem do dia e aproximem os eleitos do povo.
Finalmente, permitam-me interpelar os leitores - votem, votem bem, votem mal, branco ou nulo - mas não deixem de votar e de acreditar.
sexta-feira, 4 de setembro de 2015
domingo, 9 de agosto de 2015
Nossa Lisboa, nosso Fado...
Aqui fica o vídeo de homenagem a Carlos do Carmo e à minha, à tua, à nossa Lisboa!
sábado, 25 de julho de 2015
O Estado Social Europeu a Finança e a UE
O Estado Social perverte a Democracia:
Todos os responsáveis pelo desequilíbrio das contas públicas nos países onde esta chegou a valores absurdos deveriam ser severamente punidos por gestão danosa. Contudo, a legislação é fraca relativamente a este crime de lesa pátria. Importa dizer que o próprio povo não quer ouvir, porque não lhe interessa, pelo menos no curto-prazo. Lembram-se em 2009, quando a dra. Ferreira Leite alertava para o endividamento excessivo de Portugal? Diziam que a sra. estava obcecada com as finanças e já não tinha a cabeça no sítio. Anos antes era dr. Jorge Sampaio com a sua afirmação "há mais vida para além do défice". Se tivéssemos arrepiado caminho em 2004, ou mesmo em 2009, provavelmente tínhamos evitado o resgate, mas imperou a versão cor-de-rosa do curto prazo. O mesmo se tem passado na Grécia, onde a maioria quer o Euro e a UE, mas a maioria não quer austeridade.
É importante referir que sou um acérrimo defensor do Estado-Social, mas há aqui algo absolutamente chave, que é a sua sustentabilidade financeira. Uma das mais felizes frases de Paulo Portas nos últimos anos foi dita esta semana - «não há maior inimigo do Estado Social que o Estado falido».
A Finança destrói a Democracia:
Se por um lado os juros agiotas contribuíram para a tragédia a que se assiste, por outro lado, toda esta situação financeira, social e política põe as democracias em risco, e, oxalá me engane, o feitiço virar-se-á contra o feiticeiro. Contudo, se os juros não tivessem subido, qual seria atualmente o nível de dívida pública em países como a Grécia, Itália e Portugal?
A Democracia ou as Democracias?
Os gregos quiseram ilustrar de forma corajosa a força da sua democracia com um referendo há poucas semanas. Esqueceram-se de um detalhe: quem os financia são países que também têm democracias, que também têm eleitorados, que já lhes emprestaram larguíssimos milhares de milhões, e, que incluem:
E Agora?
E que tal pararmos todos e pensarmos no que temos a perder com a destruição da união europeia?
Todos os responsáveis pelo desequilíbrio das contas públicas nos países onde esta chegou a valores absurdos deveriam ser severamente punidos por gestão danosa. Contudo, a legislação é fraca relativamente a este crime de lesa pátria. Importa dizer que o próprio povo não quer ouvir, porque não lhe interessa, pelo menos no curto-prazo. Lembram-se em 2009, quando a dra. Ferreira Leite alertava para o endividamento excessivo de Portugal? Diziam que a sra. estava obcecada com as finanças e já não tinha a cabeça no sítio. Anos antes era dr. Jorge Sampaio com a sua afirmação "há mais vida para além do défice". Se tivéssemos arrepiado caminho em 2004, ou mesmo em 2009, provavelmente tínhamos evitado o resgate, mas imperou a versão cor-de-rosa do curto prazo. O mesmo se tem passado na Grécia, onde a maioria quer o Euro e a UE, mas a maioria não quer austeridade.
É importante referir que sou um acérrimo defensor do Estado-Social, mas há aqui algo absolutamente chave, que é a sua sustentabilidade financeira. Uma das mais felizes frases de Paulo Portas nos últimos anos foi dita esta semana - «não há maior inimigo do Estado Social que o Estado falido».
A Finança destrói a Democracia:
Se por um lado os juros agiotas contribuíram para a tragédia a que se assiste, por outro lado, toda esta situação financeira, social e política põe as democracias em risco, e, oxalá me engane, o feitiço virar-se-á contra o feiticeiro. Contudo, se os juros não tivessem subido, qual seria atualmente o nível de dívida pública em países como a Grécia, Itália e Portugal?
A Democracia ou as Democracias?
Os gregos quiseram ilustrar de forma corajosa a força da sua democracia com um referendo há poucas semanas. Esqueceram-se de um detalhe: quem os financia são países que também têm democracias, que também têm eleitorados, que já lhes emprestaram larguíssimos milhares de milhões, e, que incluem:
- países mais pobres que a Grécia (e.g. Estónia, Letónia, Lituânia, Eslováquia, Roménia, Bulgária, etc);
- países em recuperação financeira e grandes dificuldades (e.g. Portugal, Irlanda, Espanha, Hungria, etc);
- países mais ricos com pouca compreensão das idiossincrasias de um povo do Sul da Europa (e.g. Finlândia, Países Baixos, Áustria, Alemanha, etc)
E Agora?
Deixemo-nos de divisões pérfidas e inférteis, e deixemos as soluções de improviso ou de empurrar os problemas para a frente como foi feito com este último e néscio acordo com as autoridades da Grécia. Vamos dar as mãos e resolver esta situação grega de forma digna e aceitável para todos. Tirem-os do Euro, cortem-lhes a dívida, mas resolvam o problema de vez, mantendo a UE unida e coesa. Acabemos com a idiota ideia de Delors de que a UE é uma bicicleta e que portanto a integração europeia tem de avançar sobre pena de cair.
segunda-feira, 13 de julho de 2015
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