segunda-feira, 18 de abril de 2016

Ilusão de uma Europa

Caros e caras,

Penso que depois de lerem o artigo na hiperligação abaixo resta pouco mais a dizer sobre (im)parcialidade dos que estão à frente das instituições europeia (neste caso do BCE).

http://www.dn.pt/opiniao/opiniao-dn/wolfgang-munchau/interior/as-raizes-locais-da-alemanha-poem-em-risco-a-estabilidade-europeia-5130855.html

Não há dúvidas de que não são as economias do Sul da Europa que estão de facto a ser resgatadas.
Eu pergunto-me apenas que moralidade tem Mario Draghi para "botar sentença" em Portugal.


Saudações,
The Rover

quinta-feira, 17 de março de 2016

Força BRASIL

Neste que é sem dúvida um dos momentos mais difíceis da história contemporânea do Brasil, não posso deixar de enviar ao povo brasileiro um abraço do tamanho do Atlântico enviado aqui de Portugal.

Há poucas palavras para descrever o deboche, regabofe e autêntica vergonha que vai singrando nas mais altas esferas do Estado brasileiro, mas tenho que manifestar o meu orgulho em ver a forma adulta e aguerrida como o povo brasileiro está a lutar pela moralização da política e pela defesa da justiça. E não se deixarei inebriar pela Copa do Mundo e pelos Jogos Olímpicos ainda mostra mais a sua maturidade. Continuem a lutar e vão conseguir regressar ao rumo certo.

Pela minha parte, Portugal está torcendo. Mostrem ao mundo que quem mais ordena é o povo.

Arrepiem-se ouvindo o hino brasileiro:



quarta-feira, 2 de março de 2016

Ridendo Castigat Mores

Porque o Mar Português aborda diversos temas importantes para a sociedade Portuguesa, aqui fica um registo que dispensa mais palavras da minha parte.

http://media.rtp.pt/donosdistotudo/videos/estagiarios-4-ever/


Saudações,
The Rover

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Uma palavra aos «defensores do Porto e do Norte»

A propósito da supressão/suspensão de 4 rotas europeias da TAP a partir do aeroporto Francisco Sá Carneiro, a saber Barcelona, Roma, Milão e Bruxelas, vieram os propalados «defensores do Porto» fazer saber da sua insatisfação e indignação. Até aqui tudo bem, mas temos ouvido argumentos sem sentido que importa desconstruir.

  • Não faz sentido chamar TAP Portugal, mas sim TAP Lisboa - é engraçado, que há anos que a TAP não tem qualquer destino a partir de Faro que não Lisboa, o mesmo se passando em Ponta Delgada e, quase o mesmo, na Madeira, mesmo quando até há 3 anos o tráfego anual de passageiros em Faro ainda suplantava o do Porto. Enquanto estiver em Lisboa e Porto pode usar o nome de Portugal, mas se sair do Porto já deixa de representar "o resto" de Portugal. Sem mais comentários;
  • As rotas suprimidas tiveram uma ocupação de 90% no ano de 2015 - argumento que só pode convencer quem não perceba o mínimo do negócio. Afinal as companhias fazem sempre por encher os aviões ao máximo, e, se as rotas não são lucrativas, descem-se os preços e os aviões enchem na mesma, pois mantendo-se os prejuízos, estes vêm-se atenuados;
  • A rota Lisboa-Vigo é um insulto e uma drenagem de passageiros galegos para Lisboa. A maioria dos galegos vai ao Porto apanhar low-costs, doutro modo voaria na Iberia para Madrid (mais rápido do que o comboio ou automóvel até ao Porto) para apanhar longo-curso, com muito mais opções a preços muito mais competitivos e será nesta disputa com Madrid que a TAP, e bem, quer entrar;
  • Querem acabar com o longo curso a partir do Porto - este que concedo ser absolutamente verdadeiro, não posso deixar de criticar. É assim tão dramático levar mais 1h30m com uma ligação a Lisboa para essas 4 rotas de longo-curso, quando, em contrapartida, se reduzirá o tempo total de viagem para muitos mais destinos da TAP graças à ponte-aérea com voos a toda a hora para a capital? Afinal se compararmos com Açorianos, Madeirenses, Algarvios - com poucas ligações ao propalado hub da capital - e sobretudo a Alentejanos, Beirões e Transmontanos - estes últimos sem voos - talvez o Porto seja, afinal, o segundo aeroporto com melhor serviço por parte da TAP, o que bate certo se pensarmos que é a segunda maior urbe do país, ao nível demográfico e económico.

Resta dizer algo que é um facto mais que sabido - só há 2 companhias aéreas europeias (das de bandeira) com 2 hubs, a saber, a Lufthansa (com Frankfurt e Munique) e a British Airways (com Londres-Heathrow e Londres-Gatwick), e se a dimensão económica e demográfica de Portugal não é a da Alemanha nem a do Reino Unido, também o Porto não tem a dimensão de Munique.

Cidades como Milão, Liverpool, Manchester, Berlim, Lyon, Marselha, Nice, Toulouse, Barcelona são exemplos de cidades sem serviço de longo-curso por parte da sua companhia de bandeira, algumas das quais sem qualquer outro voo que não o de ligação ao respetivo hub nacional. São as regras do mercado liberalizado. As companhias europeias têm sobrevivido à liberalização do mercado através dos seus hubs, e tudo o que os potencie é fundamental.

Em suma, as supressões anunciadas são uma boa notícia para o país e para o norte? Não. Vale a pena criar uma guerra com Lisboa e voltar com o provincianismo bacoco e sentimento de inferioridade que justifica o revanchismo anti-lisboeta? Também não, especialmente quando a ponte-aérea Porto-Lisboa virá inegavelmente aproximar todos os destinos da TAP do Porto e o Porto de todos os destinos da TAP.

Além disso, se há tanto mercado, pujança exportadora e capacidade empresarial, porque não criar-se uma companhia aérea portuense que sirva a sociedade, os negócios, o turismo e as exportações de toda a região Norte melhor do que a TAP faz hoje? Fica a ideia.

domingo, 17 de janeiro de 2016

Pobreza e Manipulação Presidenciais

Os debates entre os 3 "principais" candidatos à Presidência da República foram paupérrimos. Mas gostaria que nos focássemos na palavra "principais" e não na palavra "paupérrimos", que infelizmente não é um apanágio particularmente novo da política nacional.

Quem define quem são os "principais" candidatos? E por que raio há candidatos que são, à partida, mais válidos, mais meritórios, mais capazes? O que é isto? Um porque é estrela de TV, outra porque presidiu ao 2º partido mais votado nas legislativas e ainda um outro, que, sem se saber bem o porquê, vou conjecturar que será devido ao apoio de 3 ex-presidentes da República - não obstante se referir a um tempo novo. 
E não me venham com a teoria de estarem à frente nas sondagens! Para os Portugueses poderem votar nos demais candidatos teriam de os conhecer. Estranho seria se estes 3 não estivessem à frente.

Nos telejornais, fala-se de primeiro de Marcelo, Nóvoa e Belém e depois de Edgar e Mariza, cada um com espaço próprio para logo a seguir se fazer uma única reportagem com os demais 5 candidatos, com o título "Demais Candidatos" ou "Outros Candidatos". Cada um tem direito a um minuto de filme sobre as suas ações de campanha, sempre focadas nos aspetos circenses das mesmas, mas passando apenas 1 a 2 frases proferidas pelos candidatos.

Nos debates, ocasiões particularmente importantes - ainda que pobres - os "principais" candidatos passam nos canais abertos, e os demais nos canais por cabo; os "principais" candidatos têm mais tempo de debate, e os demais têm menos tempo, já para não falar na disparidade de recursos. Parece a história dos 3 grandes do futebol, com muito mais adeptos, muito mais divulgação e muito mais recursos, é quase impossível as grandes vitórias, títulos e taças lhes fugirem.

É triste, desprestigiante para a República e para a Democracia e, se não o é já, esta autêntica vergonha deveria ser inconstitucional. Vamos acordar e fugir a esta manipulação, vamos informar-nos e votar em quem achamos melhor de entre TODOS os candidatos e não entre aqueles em que "os donos disto tudo" pretendem. Basta desta ignomínia!

Saudações democráticas.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

We are the World

Para começar 2016 com uma nota positiva e de esperança na humanidade, deixo-vos um tesouro muito conhecido e valioso da história musical.




No final das contas somos todos humanos e isso deve unir-nos acima de todas as diferenças! Feliz 2016.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Geringonça Total - 1º Episódio

Ao prof. Cavaco Silva:
Já ninguém o consegue ouvir, sr. Presidente, nem os seus apoiantes/votantes, aos quais tenho a honra de não pertencer. Tenha a bondade de se remeter ao silêncio até dia 9 de março e fará um favor a Portugal.

Parabéns aos Deputados:
É bonito ter como 2ª figura do Estado, um sr. que um dia disse «estou-me cagando para o segredo de justiça». Parabéns a todos os deputados que nele votaram!

Novo governo deu à Costa:
Nas eleições, os vencedores (PSD+CDS) perderam votos e o grande perdedor (PS) ganhou votos. Depois de mais de um mês e meio de indefinição política, quem perde o governo, ganha, e quem ganha o governo, perde.

Sejamos sinceros, depois da estrondosa derrota de António Costa e do PS no dia 4 de outubro, qualquer alternativa à demissão da liderança socialista parecia notoriamente inverosímil.

A solução encontrada foi a única que António Costa vislumbrou para adiar o seu fim político. Do seu ponto de vista, e, porventura, de todo o seu núcleo duro, poderá até fazer sentido. No entanto, do meu ponto de vista, nada poderia ser pior para o PS. Nem falo do interesse do país, esse conceito difuso alheio à ação das "nossas" lideranças!

Suportando parlamentarmente o governo da coligação PSD+CDS, o PS poderia balancear de forma virtuosa e popular o programa destes dois partidos, enquanto estes continuariam a arcar com as consequências das medidas mais impopulares, além de que controlaria o momento exato para fazer cair o governo, aí sim, com certezas de uma vitória, porventura com maioria absoluta parlamentar.

Ao invés, com a solução encontrada, o PS fica com o ónus de ter derrubado a lista eleitoral da coligação, a mais votada no dia 4 de Outubro, agravando a imagem de traidor que Costa começou a criar quando derrubou Seguro. Além disso, o PS irá para o governo sozinho, e arcará com as responsabilidades a que PCP+Verdes e BE fugiram, eximindo-se assim ao desgaste governativo - note-se que as expectativas depositadas neste governo são elevadíssimas: salários e pensões serão repostos e aumentados, a economia acelerará, os impostos descerão, tal como o défice e a dívida! Acresce que o governo estará absolutamente à mercê de PCP e BE, e que, se a situação do país piorar significativamente, o PS não deverá voltar ao governo por largos anos e a coligação obterá uma maioria parlamentar absoluta, a qual poderá não merecer.

Não sou dos que acham que este governo é ilegítimo, mas considero que é seguramente uma solução de recurso. Não apoio os partidos que o suportam, mas desejo o maior sucesso ao XXI Governo Constitucional, a bem de Portugal e dos portugueses. Desmintam o meu cepticismo e ficarei muito feliz com isso. Se não for o caso, então que o PS estoure nas próximas eleições, como aconteceu em diversos partidos homólogos nos nossos congéneres europeus.


Portugal, agora e sempre

Defenestrem-se os Vasconcelos que por aí andam!
Viva Portugal livre e independente!

Saudações,

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

domingo, 18 de outubro de 2015

As privatizações em Portugal

Saudações a todos,

A bem da clarividência, da racionalidade e da honestidade intelectual aqui vos convido a escutar esta conferência sobre a economia e a finança nacional:

http://aventar.eu/2015/06/08/a-mariana-mortagua-tem/


Cumprientos,

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Brincar às Democracias

O triste espectáculo a que se vem assistindo desde o último dia 4 de outubro é qualquer coisa de assustador.

  • Assustador porque o Presidente da República recebe um líder partidário por semana: como é possível Cavaco Silva se ter colocado completamente à margem e não ter ouvido logo todos os partidos no dia seguinte ao escrutínio?;
  • Assustador porque quem ganhou as eleições pode não formar governo, o que, a confirmar-se constitui uma autêntica subversão dos resultados eleitorais;
  • Assustador porque o BE e a CDU se mostram repentinamente próximos do PS, o que indicia que não irão ser fiéis aos eleitores que em si votaram ou, alternativamente, porão em marcha um programa que 82% dos eleitores portugueses não sufragaram;
  • Assustador porque o PS quer que todos acreditem que está mais próximo do BE e CDU que do PSD e CDS, o que, a ser verdade, é contrário ao seu programa eleitoral, e a ser mentira, é isso mesmo, mentira;
  • Assustador porque não pode haver eleições antes do final da primavera;
  • Assustador porque os juros da dívida pública já começaram a subir, e não, não é com medo de um governo de esquerda, mas é pelo protelar desta situação indefinida.

Goste-se ou não, está absolutamente claro que quem decidirá o futuro do país será o líder do partido que teve a mais estrondosa derrota nas passadas eleições. Parece-me igualmente evidente que António Costa tem os seus dias contados, quer apoie a coligação, quer forme governo,  maioritário ou não, sem ter ganhado eleições. O seu fim está à vista, o desastre eleitoral do PS nas próximas eleições afigura-se como provável, mas aquilo que importa é o país, e esse, não deve estar sujeito a esta espera angustiante, estas negociações inconsequentes, estas reuniões à porta fechada, este diz que disse.

Que a democracia funcione e que tenhamos um governo a governar ainda este mês, seja ele qual for. Chega de circo, de manobras e de pretensas negociações ao ralenti.

Atenção ao Português - à, á ou há?

Vamos hoje falar de um dos erros tristemente mais comuns na língua portuguesa, que consiste na utilização errónea de "á" (acento agudo), "à" (acento grave) e "há".

"á":
Esta palavra não existe em língua portuguesa, mas é provavelmente a mais utilizada de todas as palavras que não existem.

"à":
Consiste na contração da preposição "a" com o artigo definido feminino singular "a". Utilizamos "à" quando usamos expressões que se referem ao lugar, exemplos:

  • Vou à padaria e volto já;
  • Todos os adeptos foram à Assembleia Geral do clube;

ou, quando se refere o complemento indireto ou um complemento nominal, exemplos:

  • Eu disse à professora a resposta certa;
  • Eu chegarei lá à hora marcada.


"há":
Forma conjugada na 3ª pessoa do singular do presente do indicativo, exemplos:

  • Há caracóis;
  • Há mais de mil pessoas a manifestar-se;


, ou, quando se utilizam expressões referentes ao passado, como sinónimo de tem ou faz, exemplos:

  • Há vinte minutos que te espero;
  • Sou engenheiro há quinze anos.


Saudações lusófonas!

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Atenção ao Português - interviu ou interveio?

Trago-vos hoje um dos erros mais comuns no português falado. Deve dizer-se:

«Ele interviu na discussão» OU «Ele interveio na discussão»?

Apesar de se ouvir com frequência «interviu», esta está errada. «Intervir» tem a sua origem no verbo «vir» e não no verbo «ver». Por esta razão, deve dizer-se «veio» e não «viu». De igual modo, «interveio» está correto e «interviu» errado.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Atenção ao Português - Particípios Passados Duplos

O verbo matar tem dois particípios passados. Um regular - matado - e outro irregular - morto.

O regular é utilizado com os auxiliares ter e haver, e.g.:
Pensei que tinha matado o animal.

O irregular é utilizado com os auxiliares ser e estar, e.g.:
O animal foi morto.

O mesmo se passa com várias outros verbos, e.g.:

Foi ótimo ter vagado um lugar. & Ainda bem que o lugar estava vago.
Tê-lo imprimido foi o melhor que fizemos & O documento foi impresso.
Depois de terem elegido o partido A, tudo ficou melhor. & O partido A foi eleito por maioria.
Haviam ganhado todos os troféus da época. & Todos os troféus da época foram ganhos por eles.

Mais exemplos: https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/verbos-com-participio-passado-duplo-ii/12951

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Atenção ao Português - «Ovelha ranhosa?»

Caros leitores, iniciamos hoje uma nova rubrica - Atenção ao Português - que será semanal e na qual chamarei a atenção para alguns erros comuns na utilização da língua de Camões.

Começaremos com a tão conhecida expressão «ovelha ranhosa». Deve dizer-se «ovelha ronhosa» e não «ovelha ranhosa», como muitas vezes de ouve. Ronhosa vem de ronha que é uma doença parecida com sarna que ataca algumas ovelhas. A expressão «ranhosa» é utilizada por confusão com a palavra «ranho».

sábado, 19 de setembro de 2015

Sim, vou votar na Coligação PSD/CDS

Não faz o meu género, mas, dadas as circunstâncias, vou, pela primeira vez, assumir uma preferência política concreta, justificando-a nas suas linhas gerais.

Na maior parte dos assuntos não sou de direita - especialmente quando toca a privatizar tudo aquilo que mexe - mas seguramente não sou de extrema-esquerda - confesso uma intolerância quase patológica relativamente a sindicatos irresponsáveis e inconsequentes. Olhando para o espectro partidário nacional, o PS parece ser, à primeira vista, aquele de que sou ideologicamente mais próximo. Contudo, é o partido do qual me sinto mais distante. Porquê? Numa palavra: confiança! Falta dela, mais exatamente.

É evidente e inegável que este governo cometeu muitos erros, mais que discutidos e reconhecidos - os casos Relvas, a demissão irrevogável de Portas e a má orgânica do governo - todos corrigidos a tempo de males maiores - a submissa política externa, a péssima comunicação, entre muitos outros, porventura não menos graves. Mas tendo cometido erros, há razões que me fazem ter a fortíssima convicção de que votar na coligação PSD/CDS é a melhor forma de proteger o futuro de Portugal no seu médio-longo prazo. Principais razões:

  • Primeiro governo de coligação a chegar ao fim de uma legislatura em Portugal, o que revela responsabilidade e espírito de compromisso;
  • Uma balança externa positiva, algo que não acontecia há 70 anos no nosso país. Este indicador é o principal e revela que nos tornámos um país sustentável a longo prazo;
  • Exportações a +40% PIB num período de estagnação dos nossos principais mercados externos. Com as economias a crescer e financiamento barato, tínhamos -30% PIB em exportações com o PS;
  • O fim das PPP (pelo menos não assinaram mais) e renegociaram algumas. Foi pouco poderão dizer, mas fizeram e os outros falaram;
  • O fim dos grandes investimentos públicos, sobretudo em estradas;
  • A economia estar a crescer, o investimento a aumentar, o emprego a crescer e o desemprego a retrair de forma constante há 2 anos - dados objetivos e indesmentíveis;
  • O Primeiro-ministro ter uma atitude sóbria e ponderada e ser verdadeiro na sua relação com os portugueses - a antítese do seu antecessor. 

Os mais críticos focam-se sobretudo na austeridade. Se austeridade significa gastarmos aquilo que temos, contam comigo. Não é por aí que o país não cresce. Reduzir o défice é reduzir a dívida, reduzir a dívida é reduzir os juros, reduzir os juros é aumentar a nossa margem para investir em Saúde, Educação e Segurança Social. O contrário é demagogia ou saída do euro (opção inteiramente respeitável).

Quanto ao PS, assinou o pacto orçamental da União Europeia, ao mesmo tempo que prometeu tudo e mais alguma coisa em termos de aumento de despesa e diminuição de receita. Se o cumprisse seria o desastre e seríamos a nova Grécia - com a agravante de termos um endividamento privado muito superior aos nossos congéneres gregos. Se não o cumprisse, seria um governo completamente descredibilizado.
Levaram-nos ao resgate, negociaram o memorando com a troika, para poucos meses depois rasgarem o acordo. Mais recentemente, assinaram o acordo de descida do IRC para dar estabilidade fiscal e previsibilidade às empresas junto com os partidos da maioria para meses depois o rasgarem.
Em suma, não há adesão à realidade nem previsibilidade. Chega de demagogia, chega de propostas vãs, chega de "Zorrinhos", de "Galambas" e "Ferros".  Só há uma forma de impedir que a corja do "Sócrates" regresse.

Está nas nossas mãos contribuir para uma revolução interna no PS que necessariamente se seguirá a uma derrota nestas legislativas, de tal modo que em 2019 corporize uma alternativa credível.





sexta-feira, 11 de setembro de 2015

«Não se discute Deus e a sua virtude, não se discute a Pátria e a Nação...»

No passado dia 9 de setembro, o país parou para assistir ao debate do ano entre os chamados candidatos a primeiro-ministro Pedro Passos Coelho (Coligação PSD/CDS) e António Costa (PS). Ao contrário do que se diz, os portugueses ainda querem saber de política.

Tenho contudo de manifestar a minha profunda tristeza pela pobreza do debate que foi transmitido em direto pelos três canais abertos. 50% foi a falar do passado, 25% foi a fazer acusações e os restantes 25% foi a fazer propostas vagas, difusas e redondas. É pouco, muito pouco. Os portugueses merecem mais, muito mais.

Como é possível...
  • não haver uma única palavra sobre política externa, nomeadamente sobre as ideias dos candidatos sobre a União Europeia, as regras comunitárias, a integração europeia, a cedência de soberania, a moeda única? Estes partidos não apenas não se interrogam sobre os ditames de Bruxelas como vendem a nossa soberania sem mandato para tal. Como é possível as questões europeias, que, como se viu nos últimos anos influenciam muito a vida dos portugueses, pura e simplesmente serem ignoradas? A censura já acabou.
  • não se discutir o combate à corrupção? É verdade que nunca foi uma prioridade sequer dos discursos destes partidos, mas não é pela Justiça ser independente do poder Legislativo e Executivo que esta questão deve ser ignorada. Sabemos que há imenso trabalho a fazer e gostaria de saber o que o futuro primeiro-ministro pensa fazer sobre o assunto.
  • não se discutir o combate à evasão fiscal? É correto reconhecer que muito se progrediu nesta legislatura neste domínio, mas o trabalho deve continuar, e importava saber se há alguma ideia sobre o assunto.
  • não se discutir uma efetiva revisão da lei eleitoral? É tempo de discutir este assunto e de contribuirmos para uma renovação da forma de fazer política. Todos os políticos que ouvi serem questionados sobre o assunto se mostraram a favor de os portugueses poderem votar em pessoas e não em cabeças de lista de forma a favorecer uma efetiva representação dos interesses populares e contribuir para uma real meritocracia. Contudo, ninguém tem a coragem de dar o primeiro passo, nem os pequenos partidos alvitram tal hipótese.


É hora de nos levantarmos e de acreditarmos, de nos juntarmos aos partidos e contribuirmos para que estes mudem por dentro ou de criar partidos novos - não necessariamente nos extremos - que permitam colocar estas questões na ordem do dia e aproximem os eleitos do povo.
Finalmente, permitam-me interpelar os leitores - votem, votem bem, votem mal, branco ou nulo - mas não deixem de votar e de acreditar.